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Ações Americanas — Como Os Investimentos No Exterior Funcionam?

Você já pensou em investir no exterior? Parece óbvio, mas muitas pessoas nunca pararam para analisar os investimentos de outros países ou sequer sabem que existe essa possibilidade. Por outro lado, existem grandes entusiastas das ações americanas.

Porém, não é tudo tão simples assim. Tem uma série de regras quando se trata do capital estrangeiro, como alguns detalhes muito importantes que devem ser levados em consideração antes de pular de cabeça. Neste artigo eu explico!

É possível comprar ações americanas?

O universo das bolsas de valores dos Estados Unidos gera até um encanto para quem gosta de investimentos. Isso porque o país tem uma cultura muito ligada ao mercado: lá é muito comum incentivar que as pessoas invistam.

Enquanto isso, a gente aqui de fora vê filmes e seriados que giram em torno dessa temática — ou mesmo acompanhamos algumas atualizações da bolsa de Nova York por meio de noticiários. E é aí que muita gente se pergunta: é possível comprar ações americanas?

A resposta é sim! Existem algumas formas de investimento que permitem o foco no capital estrangeiro. E isso é ótimo para você que está buscando maiores oportunidades de lucro e diversificar a sua carteira.

Como investir nas ações americanas?

Além disso, também é preciso considerar que existem diferentes modalidades de investimento em ações americanas. Portanto, é preciso conhecê-las para saber qual é a melhor opção.

BDRs (Brazilian Depositary Receipts)

Os Certificados de Depósito Brasileiro não são um investimento direto nas ações dos Estados Unidos, mas, sim, em recibos que replicam em mercados estrangeiros dentro da bolsa de valores brasileira.

Esses certificados ficam sob custódia da empresa enquanto ela realiza transações aqui e funciona em instituições financeiras que possuem sedes em vários países. 

Ou seja: você não está comprando ações, mas participando de uma espécie de fundo de investimento.

ETFs (Exchange Traded Fund)

E, falando em fundos de investimento, o ETF também é uma boa alternativa para quem quer se aventurar no capital estrangeiro. Existem duas formas de participar dessa modalidade: IVVB11 e SPXI11.

Ambas as opções permitem que você invista de forma indireta no mercado americano e, ainda, te dão a proteção de dolarizar os seus rendimentos — e isso é ótimo se você pensar na alta valorização da moeda aqui no Brasil. Interessante, né?

Compra de ações americanas direto em um corretora

A primeira coisa que você tem que fazer é buscar uma corretora que realiza esse tipo de transação. Aliás, existe a possibilidade de criar uma conta diretamente em uma empresa dos Estados Unidos para realizar esse tipo de transação.

Para isso, você deve pesquisar aquelas que permitem que brasileiros participem — e é  bom ficar de olho porque algumas realmente proíbem, ok? — e garantir que se tratam de corretoras regularizadas para evitar cair em golpes.

Se estiver tudo certinho, na hora de fazer o cadastro você irá precisar fornecer seus dados pessoais, cópias de CPF e passaporte, comprovante de residência, comprovação de Imposto de Renda e, também, um documento chamado W-8BEN. 

Ele é um certificado de status de estrangeiro do usufrutuário para retenção e declaração de impostos nos Estados Unidos, que é obrigatório para todos que desejam fazer transações monetárias no país.

O formulário é bem simples e você pode encontrá-lo na internet, ok? E vale a pena verificar com a sua corretora se eles não exigem nenhum tipo de documento extra, só para garantir.

Depois de aprovado na corretora, basta transferir o seu dinheiro para sua conta — e aqui vale lembrar que seu banco tem que permitir a realização de transações internacionais. 

Como funciona a tributação de investimentos de capital estrangeiro?

Você já deve saber muito bem que os investimentos devem ser declarados no Imposto de Renda, né? Mas o que fazer quando esse capital é obtido nos Estados Unidos? O regime de tributação a ser seguido é o de lá, ou o brasileiro?

A resposta é simples: depende. 

Ao fazer o resgate, é preciso informar à Receita Federal quanto foi investido no ano anterior e se o valor passar de US$100 mil, também é preciso prestar contas com o Banco Central.

Nesse caso, é aplicado o imposto de 15% sobre o ganho de capital estrangeiro. Porém, se você receber as quantias como dividendos e fundos, é possível tentar conseguir a isenção.

Por outro lado, se você fizer os investimentos diretamente de uma corretora, é preciso considerar que os dividendos são tributáveis segundo a Receita dos Estados Unidos, chegando a 30% de imposto. 

A vantagem é que a corretora já vai ficar com o imposto referente aos investimentos, de modo que você não precisará pagá-lo novamente aqui no Brasil.

Agora que já sabe como funcionam os investimentos nas ações americanas, continue lendo o blog da T2 Educação para saber mais sobre o mercado!

Tiago Feitosa
Tiago Feitosa

Graduado em Matemática e pós graduado em negócios bancários pela FAAP. Possui as certificações CPA10, CPA20, CEA e AAI, além disso é Consultor de Valores Mobiliários credenciado na CVM. Se dedica a ajudar cada vez mais pessoas a se capacitarem profissionalmente.

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