Como é trabalhar em um banco?

Se você, como eu (que sou publicitário de formação e redator aqui da escola), nunca trabalhou no mercado financeiro, esse post ajudará a abrir os seus olhos.

Entrevistamos alguns alunos e amigos que já têm empregos em bancos para nos contar um pouco mais sobre o dia a dia deles.

Portanto, prepare-se para conhecer um pouco mais sobre essa profissão. Um trabalho escolhido por cada vez mais pessoas que buscam estabilidade financeira.

Vamos lá?

Como é trabalhar em um banco?

Para responder a essa pergunta, pedimos ajuda de duas pessoas. Elas quiseram manter a identidade delas em segredo, então vou simplesmente chamá-las de Pedro e Fabiana.

Pedro trabalha como Gerente de Relacionamento Especial (PF) no Banco Santander. Com 3 anos de experiência na área, além de uma certificação CEA no currículo, ele vai nos contar um pouco sobre as experiências dele num dos maiores bancos privados do país.

A outra entrevistada, Fabiana, trabalha como caixa-minuto na Caixa Econômica Federal. Com ela, veremos como a rotina em uma empresa financeira pública pode ser tão ou mais movimentada quanto em uma empresa privada.

Vamos então às perguntas e respostas dos nossos colegas. Espero que esse conteúdo possa ajudar na sua tomada de decisão!

A rotina de um bancário

como é trabalhar em um banco
Não espere moleza. Mas confie em você e na sua equipe.

Se você espera ler coisas como “Aqui é muito tranquilo!” ou “Nossa, tem até tempo pro cafezinho da tarde”, sinto informar que a vida de bancário não é assim. Sem querer causar medo, claro. É óbvio que há tempo para o café, mas os desafios estão sempre presentes para fazer com que você dê o seu melhor no trabalho.

Fabiana nos conta que, sendo caixa-minuto, ela passa por diversas áreas da agência todos os dias. Atende clientes tanto no caixa executivo quanto nos comerciais e sociais. Seus conhecimentos são necessários em todos os setores da agência. Uma hora, ela precisa ajudar uma senhora a depositar um cheque. No momento seguinte, ela é chamada para auxiliar em um pagamento de FGTS.

Outra coisa muito interessante levantada pela Fabiana foi a evolução dos produtos oferecidos pelos bancos. A evolução da tecnologia faz com que os próprios colaboradores se vejam obrigados a se atualizarem tanto com assuntos do mercado financeiro quanto com novas ferramentas e aplicativos. Você não pode oferecer um novo aplicativo de celular para o seu cliente se nunca ouviu ou mexeu nele, certo?

Sobre ter ordem para as coisas e horário certo, o Pedro tem uma coisa pra te falar: prepare-se para fazer algumas horas extras.

Quando o expediente bancário está aberto ao público, ele conta, tudo vira uma loucura. A equipe não para até que seja possível sentar e juntar todo mundo para reuniões assertivas durante a semana. Essas reuniões são o que unem a equipe e colocam todos “na mesma página”, para que o dia, a semana ou até mesmo o mês esteja bem programado.

O que podemos tirar desta primeira pergunta: é preciso ser organizado e disposto para trabalhar em um banco. A rotina é para os fortes!

Participação nos Lucros: expectativa e foco nos resultados

Aqui, tanto Fabiana quanto Pedro concordam em uma coisa: A PLR (como é conhecida a participação nos lucros) é fonte de motivação e um dos pontos positivos de se trabalhar em um banco.

Não podemos ser hipócritas. Com a possibilidade de ter uma renda extra depois de tanto esforço, é normal que nos apoiemos na PLR para ajudar nas contas de casa. Aliás, é exatamente disso que Pedro fala. “Ela é algo que faz bastante diferença tanto lá perto de outubro , mas principalmente em fevereiro, pois temos diversas despesas fixas ao iniciar o ano, como IPVA, materiais escolares, etc. Financeiramente, a PLR nos ajuda a manter dívidas em ordem.”, nos conta o Gerente.

Fabiana toca em um ponto importante da PLR. Ela nos lembra que essa ajuda financeira no final do ano depende muito da atuação da equipe. Unidos e focados em um objetivo em comum, todos serão recompensados. Portanto, fique sabendo desde já que trabalhar em um banco é fazer parte de uma equipe (e lutar ao lado todos os dias).

A nossa entrevistada também fala sobre o fato da PLR não ser um benefício certo de ocorrer. Ou seja, pode ser que você não tenha essa grana a mais no final do ano. “Eu não costumo somar o valor da PLR nos meus recebimentos, pois entendo que é um ganho variável que pode ou não ocorrer. Quando ela vem, faço projetos específicos para esse valor extra, que pode ser trocar o carro, fazer uma reforma na casa, uma viagem ou até mesmo um investimento, por que não?! Bancário também precisa cuidar da sua saúde financeira!”.

Sobre atingir metas no mercado financeiro

como é trabalhar em um banco dentro de uma equipe
Chega a ser clichês, mas o trabalho em equipe tem ainda mais valor em um banco.

Sem querer soar repetitivo, mas já comentei aqui que o trabalho de um bancário está muito pautado no trabalho em equipe, certo?

Quando falamos das metas a serem atingidas no banco, falamos basicamente de buscar os resultados em conjunto. Fabiana comenta que é preciso separar as metas do desejo individual de se sobressair, pois é apenas em grupo que estas metas são alcançadas.

Ela também fala em tirar o estigma de “monstro” das metas. Na sua visão, ao aceitar que as metas são o que fazem a empresa se manter viva (e consequentemente, o seu emprego), fica mais fácil de conviver com a pressão diária. “Afinal, isso não é algo exclusivo do mercado financeiro. Todas as empresas possuem suas metas e objetivos”, nos lembra Fabiana.

Pedro conta que, em sua equipe de 14 pessoas, pelo menos 80% é formado por colaboradores com menos de 4 meses de casa. Isso torna necessário um planejamento bem fechado para que todos estejam cientes das metas mais importantes a serem alcançadas.

Depois de conseguir um resultado bom em conjunto, a equipe de Pedro foca nos objetivos individuais. Aqui vale o ensinamento: primeiro você ajuda o todo, depois você pensa em você mesmo.

A demanda por profissionais certificados

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As certificações estão em alta no mercado financeiro.

Aqui preciso falar pra vocês que não sou eu quem tô puxando o saco da ANBIMA, tá bem? Ela é realmente bem vista no mercado financeiro.

Pedro vai direto ao ponto ao responder esta pergunta. “Ultimamente, ouço em entrevistas que a minha gerente geral faz que há extrema necessidade do candidato ter a CPA-10, desde a contratação para cargos de operador de Caixa. Acredito que o mercado, de uma forma geral, tem solicitado cada vez mais profissionais qualificados, certificados, e, acima de tudo, qualidade e conhecimento geral.”

Fabiana, por sua vez, conta que até mesmo para cargos que não exigem a certificação, ter no mínimo a CPA-10 é importante. Ela diz que pode ser um diferencial, principalmente para trazer um atendimento especial e qualificado ao cliente.

Como podemos ver, as certificações são extremamente importantes para o mercado financeiro nos dias de hoje. Ser aprovado na ANBIMA é sim um diferencial, e para trabalhar no mercado financeiro, é um requisito básico para os cargos mais simples.

Oportunidades de carreira ao trabalhar em um banco

Nesta última pergunta, tivemos um resultado muito legal, no que diferencia o mercado privado do público.

Como vocês viram, o Pedro trabalha no Santander e a Fabiana, na Caixa. Isso muda quase que completamente a visão deles sobre as oportunidades de crescimento de carreira no ramo, embora com uma coisa em comum. Mas vamos falar primeiro das diferenças.

Nas empresas públicas (e acredito que isso não se limite às do mercado financeiro), damos de cara com a situação do país. Como você deve saber, não estamos em mares tranquilos. O Governo brasileiro está em crise existencial, se é que podemos falar assim, com quase todos os políticos e empresas estatais sofrendo com reputação duvidosa.

Como isso reflete nos bancos? Na Caixa, por exemplo, Fabiana conta que estão sendo feitas “reestruturações, e isso pode ser visto de duas formas. Uma delas é a limitação nas oportunidades e vagas. A outra é a valorização dos melhores profissionais e daqueles mais capacitados, o que inclui a certificação ANBIMA. Para os profissionais certificados, com certeza não faltarão oportunidades”. Palavras dela, não minhas.

O cenário nos bancos privados é diferente. Instituições como o Itaú e o próprio Santander, em que Pedro trabalha, possuem programas internos de carreira. Pedro diz que esses “programas internos incentivam a mobilidade de cargos, áreas, recomendando cada vez mais por ‘crescer aqui dentro’. Tudo depende da sua garra e força de vontade para correr atrás dos resultados. Se isso for feito, se torna fácil o reconhecimento e promoções.”

E você, está pronto para trabalhar em um banco?

Juntos, descobrimos que a rotina do bancário é corrida, mas quando trabalhamos em equipe, tudo dá certo. Vimos que, quanto mais você se esforçar, mais perto você e seus colegas de trabalho estarão da participação nos lucros.

Outro ponto vai de encontro com as certificações da ANBIMA. Nossos entrevistados contaram que os bancos, sejam eles privados ou estatais, buscam profissionais qualificados e certificados para compor o time. A certificação pode ajudar também com uma promoção, levando a um bom crescimento profissional no mercado financeiro.

Nossa escola já ajudou milhares de alunos que nunca tinham tido contato com o dia a dia dos bancos. Se você é uma dessas pessoas que nunca trabalharam no banco, passe aqui no nosso site pra conhecer o curso da CPA-10. A certificação básica da ANBIMA te dará o conhecimento que você precisa para começar nesta carreira!

Se você já possui sua certificação, prepare seu currículo e comece a batalhar pelo seu espaço nesse mercado. Temos um post que pode muito te ajudar, em que ensinamos a usar o selo ANBIMA no currículo.

Sabendo de tudo isso, fica a pergunta: você está pronto para trabalhar em um banco?

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