Free Float – O Que É Este Indicador E Como Ele Deve Ser Interpretado

Se você está começando a estudar sobre investimentos, provavelmente deve ter se deparado com o termo free float. Esse conceito se refere à porcentagem de ações das empresas que estão em livre circulação. 

Parece um pouco complicado, né? Mas não se preocupe! Prepara o café e vem comigo que eu vou explicar como esse indicador funciona e como avaliá-lo!

O que é free float?

O free float indica as ações que estão em posse do mercado, ou seja, exclui as detidas pelo acionista controlador, por administradores da empresa, na tesouraria e as golden shares.

Dessa forma, é um indicador que mostra o quão aberta é a companhia ao mercado. Ele pode servir para fazer a análise fundamentalista do ativo, ajudando assim a determinar se um investimento vale a pena ou não. 

Atualmente, a Bolsa de Valores exige que as empresas tenham pelo menos 25% de free float. Observe que quanto maior for esse percentual, mais a companhia está à disposição do mercado. Porém, se esse valor for baixo, então, significa que a maior parte das ações está nas mãos dos controladores. 

Como analisar o free float?

Até aqui ficou fácil de entender o que é free float? Pode até parecer confuso no começo, mas eu tenho certeza de que você irá tirar de letra isso. 

Ah..e uma dica. Na hora de investir, você pode obter o free float das empresas em sites especializados. Dessa forma, não é necessário fazer um cálculo por conta própria, se você não quiser. Mesmo assim, eu aconselho você a analisar alguns ativos até para que possa aprender os paranauê de vez. Beleza?

O cálculo é feito assim: quantidade de ações em negociação/ pelo total de ações da empresa * 100

Um engano que vejo muita gente cometer é acreditar que quanto maior for o free float, maior será a liquidez. Olha, não é bem assim. 

Eu já vi muita empresa com free float baixo e alta liquidez – e vice-versa. Então, o que sugiro é que você não analise este indicador de forma isolada. O ideal é observar outras informações sobre a companhia para saber como é a governança corporativa. 

O que pode acontecer com uma empresa de free float baixo?

Quando uma empresa tem o free float baixo, é mais fácil de ela fechar, pois necessita de menos dinheiro para comprar as ações disponíveis. Mas calma! Isso não significa que uma organização que esteja nessa situação irá decretar a falência, nem que os investidores serão prejudicados. 

Caso uma empresa queira fechar capital, os acionistas podem ser mais ou menos impactos. Tudo irá depender de outro fator que você deve ficar de olho: a Oferta Pública de Aquisições de Ações (OPA).

Nessa situação, um dos atuais acionistas maioritários pode propor comprar as ações minoritárias. Consequentemente, você não sairia perdendo. 

Outro termo importante que você deve saber é o tag along. O termo também se refere a um mecanismo de defesa, porém, para os casos de troca de controlador da companhia. Imagine a seguinte situação: você poupa R$ 3 mil e investe em uma empresa. O seu desejo é que ela cresça e o seu investimento valha a pena, certo? 

No entanto, depois de alguns anos, a companhia declara que haverá uma troca na controladoria. “Tiago, como que eu fico nessa? Vou perder o dinheiro que eu demorei tanto para juntar?”

Bem, aí é que entra o tag along. Pela Lei das S/A, esse indicador deve ser de pelo menos 80%, sendo que essa porcentagem corresponde à proporção do valor que o antigo controlador vendeu a sua parte da companhia.   

Em outras palavras, você terá o direito de vender as suas ações para o novo controlador por até 80% do valor que o antigo controlador negociou, sacou?

Vale notar ainda que o mínimo de 80% do tag along é para os papéis ordinários (ações ON). Há algumas empresas que estendem esse benefício para as ações preferenciais, mas isso não é obrigatório. 

Agora ficou mais claro o que é free float, a relação com outros termos e o que analisar em uma ação? Óbvio que isso não é tudo!

Se fosse tão simples, qualquer pessoa iria arrasar na Bolsa de Valores. Porém, para obter os melhores resultados é necessário: estudar os principais conceitos, avaliar todas as informações das companhias e, claro, ter paciência. 

Lembre-se de que os investimentos não deixam ninguém rico da noite para o dia. Beleza?

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Tiago Feitosa
Tiago Feitosa

Graduado em Matemática e pós graduado em negócios bancários pela FAAP. Possui as certificações CPA10, CPA20, CEA e AAI, além disso é Consultor de Valores Mobiliários credenciado na CVM. Se dedica a ajudar cada vez mais pessoas a se capacitarem profissionalmente.

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