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Fundos Imobiliários — Tudo o Que Você Precisa Saber Sobre Esse Investimento

Muitos investidores do mercado financeiro gostam de fazer suas apostas em fundos imobiliários. Isso porque essa é uma modalidade bastante vantajosa, principalmente, para quem busca rendimentos que possuam longo prazo. Quer entender melhor como funciona? Continue lendo este artigo que eu preparei!

O que são fundos imobiliários?

Há quem pense que investir no setor imobiliário signifique comprar um espaço para vendê-lo depois de uns anos por um valor mais alto e, enquanto isso, ganhar com o aluguel do local. De fato, essa é uma estratégia interessante, sim. Principalmente quando se adquire, por exemplo, um apartamento na planta ou mesmo imóveis que fiquem em áreas com alto potencial de valorização nos próximos anos. Porém, existe uma alternativa para aqueles que desejam fazer parte desse mercado sem ter que, de fato, comprar um espaço: investir em fundos imobiliários. Aliás, esse é um setor em expansão: segundo a ANBIMA, o número de contas dessa modalidade de investimento cresceu 28% no primeiro semestre de 2020. Eles são como condomínios para investidores. Funciona da seguinte forma: as pessoas interessadas se juntam em grupos para direcionar recursos destinados ao setor imobiliário. Cada fundo tem um gestor e é ele quem decidirá para onde irá a quantia arrecadada. Em geral, ele é usado para investir na construção de imóveis ou na aquisição de algum empreendimento para especulação. Caso gere lucros, esse retorno será repartido entre os investidores de acordo com o percentual de contribuição de cada um deles. Isso é definido pelo tamanho de cota que cada um adquiriu. Além disso, existem três modalidades de fundos imobiliários:

Fundos de tijolo

Investimento em imóveis já em sua forma física, ou seja, construídos. Esse é o caso de shopping centers, edifícios comerciais, hotéis entre outros. Em geral, nesse caso se ganha por meio do aluguel.

Fundos de papel

Já essa modalidade de investimento está focada na aquisição de títulos de crédito. Os principais deles são Certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPAC), CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários), Cotas de Certos Tipos de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LH (Letras Hipotecárias).

Fundos de fundos

Nesse caso, os investidores buscam diversificar sua carteira contando com cotas de diversos fundos imobiliários.

Fundos de de desenvolvimento

Essa modalidade consiste na compra de um imóvel para comprar com sua venda ou aluguel posterior. Ou seja, o investimento acontece para que haja retorno de capital no futuro.

Como investir em fundos imobiliários?

Para participar de fundos imobiliários, é preciso utilizar um Home Broker ou entrar em contato com uma corretora que ofereça esse tipo de serviço. Em geral, o processo é muito similar ao de compra de ações na Bolsa de Valores e acontece por meio de pregão. É essencial saber a finalidade do grupo antes de adquirir sua cota. Além disso, vale a pena verificar seu portfólio e histórico para entender se é um investimento vantajoso. Analise os imóveis que fazem parte, se eles têm potencial de valorização — por exemplo, se a localização é favorável —, entre outros detalhes. Depois de ingressar em um fundo, também será preciso arcar com alguns custos, como é o caso das taxas de administração e o de performance. Além disso, há alguns gastos com a corretora caso deseje comprar ou vender na Bolsa de Valores. Geralmente, o valor mínimo para adquirir uma cota gira em torno dos R$100. E, a partir de uma delas já é possível participar em grupos de investimento. Simples, não?

Qual a rentabilidade dos fundos imobiliários?

O investimento em fundos imobiliários acontece por três vias:
  • a valorização de suas cotas negociadas na bolsa;
  • valorização do seus empreendimentos;
  • ganhos obtidos com o aluguel dos imóveis.
Um ponto que é importante mencionar em relação ao retorno de investimentos é que parte dele é isento na Declaração de Imposto de Renda. Para que isso aconteça, é preciso que:
  1. a pessoa tenha menos de 10% das cotas disponíveis no fundo;
  2. haja pelo menos 50 cotistas participando;
  3. as negociações das cotas aconteçam exclusivamente na Bolsa de Valores.
Não será isenta a valorização da cota e o ganho de capital por meio dela. Quando o investidor decidir vendê-la e o seu preço seja mais alto que o de compra, será preciso pagar uma taxa. Beleza? O que achou dos fundos imobiliários? Continue lendo blog da T2 Educação para saber ainda mais sobre diferentes tipos de investimentos!
Tiago Feitosa
Tiago Feitosa

Graduado em Matemática e pós graduado em negócios bancários pela FAAP. Possui as certificações CPA10, CPA20, CEA e AAI, além disso é Consultor de Valores Mobiliários credenciado na CVM. Se dedica a ajudar cada vez mais pessoas a se capacitarem profissionalmente.

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