O que Tite pode ensinar para Gerentes de Banco

A Copa do Mundo está chegando, e pensamos aqui com os nossos botões: o que Tite pode ensinar para gerentes de banco?

Poucas pessoas conquistaram uma unanimidade tão absoluta quanto o senhor Adenor Leonardo Bachi, técnico da Seleção Brasileira de futebol masculino. Uma pesquisa do final de 2017 chegou a mostrar que quase 15% dos brasileiros votariam em Tite para Presidente da República.

E esse número mostra como este homem alcançou um status de líder nacional.

Me inspirei no texto de Maurício Mirra, Consultor em Diálogo, Sustentabilidade e Responsabilidade Social da Synergia Consultoria Socioambiental, para escrever este post. Obrigado, Maurício.

Já aviso que sou um pouco suspeito para falar de Tite. Sou muito fã do técnico e acompanho fielmente seu trabalho na Seleção. Aliás, não tenho problema algum com a convocação de Taison e Fred.

Mas vamos voltar ao que interessa.

 

Tite é um líder nato

 

Isso é repetido por várias pessoas que trabalharam com o atual técnico da Seleção. Tite sabe como motivar e influenciar até o atleta mais preguiçoso. E ser líder é, na sua essência, exatamente isso.

Como gerente de um banco, é preciso conhecer sua equipe e saber motivá-los. Muitas vezes esta motivação precisa vir com uma conversa individual, e é aí que um líder se diferencia. Em vez de tratar a equipe como um bando, trate-os como indivíduos, queira conhecê-los.

A partir daí, ter a confiança do liderado será uma questão de tempo. E essa é só a primeira coisa que Tite pode ensinar para gerentes de banco.

 

Falando em equipe…

O lado humano da liderança é o mais importante de todos. Ao liderar, estamos lidando com pessoas, com seus desejos e expectativas. E Tite sabe muito bem unir emoção com trabalho.

Existe o pensamento de que um líder não deve se deixar levar pelas emoções. E isso está certo, até certo ponto. Você prefere uma equipe desmotivada, sem qualquer emoção para com o trabalho, ou pessoas em volta de você que desejam crescer, aprender e evoluir? O desejo é uma emoção, e não deve ser ignorado.

O trabalho em equipe é extremamente importante em qualquer empresa. A “Titebilidade”, como ficou conhecida a metodologia do técnico, é a prova de que cada parte do todo é importante para o resultado final. Nas equipes de Tite não há vaidade: todos são tratados da mesma maneira. Fica aí a dica, né?

 

Um líder que sabe assimilar críticas

Em sua segunda passagem pelo time do Corinthians, Tite começou a ser criticado. Chamaram-no de excessivamente defensivo, medroso, ultrapassado. O técnico ouviu as críticas e soube a hora de se afastar, passando um ano longe do comando para reciclar as suas ideias.

Na gerência de um banco, não é preciso se afastar, claro. Mas é preciso ter a mente aberta. Do mesmo jeito que é preciso dar feedbacks, é importante saber recebê-los. E quando a crítica é negativa, deixar o ego de lado para melhorar.

Um verdadeiro líder é aquele que aprende com todos, além de ensinar sempre que puder. A solução para algum problema pode estar ali na equipe, na cabeça de alguém que tem vergonha ou medo de se expressar. Tite pode ensinar para gerentes de banco que escutar a todos e valorizar os pensamentos deles é um diferencial num mercado cheio de profissionais cada vez mais preparados e cheios de ideias.

 

Transparência e critérios

Cada decisão tomada na nossa carreira reflete naqueles que lideramos. Por isso a transparência com os liderados e critérios bem definidos nas decisões são bem vistos no mercado financeiro.

O discurso direto e sincero com um colaborador é fundamental para estabelecer confiança e respeito. Um gerente pode indicar um funcionário para uma promoção, e a equipe tem que entender o porquê daquela decisão. Tite, enquanto técnico, pode convocar tal jogador, e deixar o outro de fora da Copa. Mas tanto aqueles que foram escolhidos quanto os que ficaram de fora sabem e acreditam nos motivos do líder.

O critério deve ser justo e verdadeiro, dois adjetivos utilizados por outros líderes no futebol para enaltecer o técnico Tite. Ao ser justo e verdadeiro, você ganha notoriedade não só de sua equipe, mas de outras lideranças. Esse é o caminho para se tornar uma inspiração.

 

Fair Play também conta no banco

Outra coisa que Tite pode ensinar para gerentes de banco é o famoso Fair Play – o jogo limpo.

No futebol, isso é sinal de que um time cometeu poucas faltas, em comparação com as outras equipes do campeonato. No mercado financeiro, posso traduzir isso para a realização do trabalho dentro das leis.

Quem trabalha no banco tem acessos a números e dados sigilosos. Conhecimentos que poderiam ser usados para fazer muito dinheiro de maneira rápida, porém ilegal. E o fair play nada mais é do que vencer fazendo o que é o certo. Liderar é caminhar ao lado de pessoas corretas que acreditam no resultado limpo.

 

Reinvente-se

Deixo aqui a última coisa que Tite pode ensinar para gerentes de banco: reinventar-se.

O mercado muda rápido. As certificações da ANBIMA estão aí pra mostrar que os profissionais estão buscando atualização. A CPA-20 ultrapassou a CPA-10 pela primeira vez na história em número de provas realizadas. Isso prova que até cargos menores estão sendo ocupados por pessoas mais preparadas.

Ao se reinventar, Tite foi campeão brasileiro mais uma vez, quebrando recordes. Estudando e se preocupando com o novo, o técnico foi convidado pela CBF para assumir a Seleção Brasileira. O mesmo se espera de um gerente de banco. É preciso estar ligado nas tendências e mudanças do mercado para não ser “engolido”.

Uma mente jovem e aberta às novidades pode fazer a diferença na gestão de uma equipe. Suas atitudes precisam ser o exemplo, e não o autoritarismo.

Portanto, seja como o Tite.

Seja um líder inspirador.

 

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