Dos inúmeros órgãos reguladores que temos no Brasil, há entre esses um que desempenha funções específicas no mercado de seguros, resseguros e previdência privada. Estou falando do CNSP.
Nesse artigo vamos entender mais a fundo o papel do CNSP como órgão regulador
O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) é órgão responsável por fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados.
É composto por agentes do Ministério da Economia, do Ministério da Justiça, da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, da Superintendência de Seguros Privados, da Comissão de Valores Mobiliários e do Banco Central do Brasil.
O objetivo do CNSP é regular a atuação de empresas que fazem a oferta de seguros privados, previdência complementar e resseguros.
O Ministério da Economia possui relação bem direta com o CNSP.
O CNSP foi criado no ano de 1966, pelo do Decreto-Lei nº 73. Foi também por esse Decreto que o Sistema Nacional de Seguros Privados foi criado assim como incluiu a SUSEP.
O Conselho Nacional de Seguros Privados é o órgão máximo do setor de seguros, é ele quem estabelece as normas deste mercado, vamos abaixo enumerar suas principais atribuições sobre esse setor:
O CNSP é presidido pelo Ministro da Economia, na sua ausência, pelo Superintendente da SUSEP.
A Susep é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Economia com objetivo de controlar e fiscalizar os mercados de seguro, previdência complementar aberta, capitalização e resseguro.
Algumas das atividades da Susep são:
O Conselho Nacional de Seguros Privados é a maior autoridade no mercado de seguros privados e a Susep está vinculada a ele.
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Para ficar mais claro a forma como o CNSP atua, vamos destacar alguns exemplos de ações feitas pelo órgão em nosso país.
Em 2021 o CNSP através da resolução 429/2021 aprovou uma série de normas que ampliaram a possiblidade do credenciamento e funcionamento das Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro (SISS) no âmbito do Sistema de Seguros Aberto, o Open Insurance.
Também em 2021 através da resolução 408/21 do CNSP, foi criado normas para possibilitar a contratação de seguros por meio remoto.
Embora seja o principal órgão atuante na regulação do mercado de seguros, o CNSP não possui autoridade absoluta em suas escolhas. Uma prova disso é o que ocorreu em 2021.
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados suspendeu uma norma que obrigava os corretores de seguros a informar os clientes o valor da taxa de corretagem que recebem, essa informação deveria ser dada no momento da contratação do seguro.
Outra norma que foi anulada é aquela que permitia a Susep usar um dispositivo chamado “cliente oculto”, essa ferramenta usada pela Susep simulava uma contratação de um produto vendido por um corretor apenas para testar se ele estava cumprindo com todas as normas estabelecidas pelo CNSP.
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Nos vemos no próximo artigo, até mais!