Coronavírus e Risco Sistemático — Qual a Relação Entre Eles?

Coronavírus e risco sistemático… Já ouviu falar desses termos? Talvez não exatamente, né?

Porém, você provavelmente já ouviu que essa crise do Covid-19 está gerando grandes problemas para a economia, e tudo a nível mundial!

Tem muito investidor assustado com isso aí.

Se você não entende porque que algo que começou na China está derrubando o Ibovespa, é o que eu vou explicar neste artigo. Então pega um café lá e acompanha!

O coronavírus e o risco sistemático

Para entender a relação entre coronavírus e risco sistemático, você precisa entender como funciona parte do comércio internacional.

Em um mundo extremamente globalizado como o de hoje, muitos países mantêm relações comerciais importantes. O Brasil, por exemplo, tem como principal mercado consumidor externo a China.

Pensa assim: se o coronavírus estoura lá na China, o país vai produzir menos, certo? Se há menos produção, há uma menor demanda de matéria-prima. Essa redução impacta diretamente nas vendas do Brasil para lá, sacou?

Vamos tomar como exemplo a Vale, que vende muito minério de ferro para as produções chinesas. Nesse esse cenário, eles vão vender menos. Sendo assim, os fornecedores, funcionários e toda a operação vão ter problemas de pagamento, financiamento, estrutura, etc. É um ciclo vicioso.

Isso, resumindo, é o chamado risco sistemático, risco não diversificável, ou popularmente conhecido como risco de mercado.

Efeitos do risco sistemático nos investimentos

A diversificação é a melhor maneira de se proteger não é mesmo? Mas, será que isso funciona com a questão de coronavírus e risco sistemático?

A resposta é: infelizmente, não. Não tem álcool gel que resolva.

Afinal, quanto mais a situação se expande, mais ela afeta todo o sistema financeiro (por isso o risco é sistemático, percebe?), o mercado sofre em escala mundial. Não tem como proteger os investimentos.

A questão é que não se trata somente de uma relação entre Brasil e China, Brasil e Argentina ou o que quer que seja. O lance aqui é que o mercado chinês é um consumidor em praticamente todos os países.

Se a China não consome de outros locais, esses países não terão dinheiro para comprar do Brasil e, então, teremos uma queda na bolsa e um desaquecimento da economia.

Gostou de entender melhor sobre essa questão? Confira outros artigos no blog da T2 Educação e fique informado!

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Tiago Feitosa

Tiago Feitosa

Graduado em Matemática, pós graduado em negócios bancários pela FAAP e pós graduando em Escola Austríaca de Economia. Possui certificação CEA e AAI. Se dedica a ajudar cada vez mais pessoas a se capacitarem profissionalmente.

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